A economia brasileira apresentou crescimento em novembro de 2024, com destaque para o desempenho positivo da agropecuária e da indústria, conforme análise desagregada dos principais componentes da demanda. A indústria extrativa, a construção civil e o setor de eletricidade impulsionaram o avanço industrial, apesar da estagnação observada na indústria de transformação. No entanto, o setor de serviços e o consumo das famílias ficaram estagnados pelo segundo mês consecutivo, refletindo possíveis sinais de esgotamento em áreas cruciais para o Produto Interno Bruto (PIB).
Na ótica da demanda, os investimentos e as exportações destacaram-se como os principais motores do crescimento econômico. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cresceu 10% no trimestre móvel findo em novembro, principalmente impulsionada pelo segmento de máquinas e equipamentos, embora tenha havido uma desaceleração em relação aos meses anteriores. As exportações, por sua vez, cresceram 4,4%, o maior crescimento desde abril de 2024, apesar do desempenho negativo das exportações de produtos agropecuários.

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As importações também registraram crescimento expressivo de 18,8% no trimestre móvel findo em novembro, com destaque para o aumento das importações de bens intermediários, que responderam por metade desse crescimento. No entanto, houve uma desaceleração nas importações de serviços, o que reduziu o ritmo de crescimento global.
Em termos monetários, o PIB acumulado até outubro foi estimado em R$ 10,708 trilhões. A taxa de investimento em novembro ficou em 17,6%, uma das maiores dos últimos dois anos, embora tenha mostrado uma tendência de declínio desde agosto de 2024.




