A atividade econômica da zona do euro cresceu em abril, mas a um ritmo mais contido, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Hamburg Commercial Bank (HCOB) em parceria com a S&P Global. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto da região recuou de 50,9 em março para 50,4 no último mês, sinalizando uma expansão modesta, já que permanece ligeiramente acima da linha dos 50 pontos que separa crescimento de contração.
O desempenho mais fraco foi puxado pelo setor de serviços, cuja leitura caiu para 50,1 (o nível mais baixo em cinco meses), refletindo a virtual estagnação da atividade. “O crescimento econômico da zona do euro desacelerou no início do segundo trimestre, após um aumento nos primeiros três meses do ano. O setor de serviços, que é importante, praticamente estagnou em abril”, destacou Cyrus de la Rubia, economista-chefe do HCOB.

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A demanda interna continua em declínio, com o índice de novos negócios recuando de 49,5 para 49,1, marcando o 11º mês consecutivo de retração. Os pedidos de exportação também diminuíram, embora no ritmo mais brando em quase três anos. Para manter os níveis de produção, muitas empresas recorrem ao volume de trabalho em atraso, que voltou a cair pelo 25º mês seguido.
Apesar do cenário de crescimento morno, o emprego no bloco teve uma leve alta pelo segundo mês consecutivo, sustentado exclusivamente pelo setor de serviços. Já a indústria manteve a tendência de cortes, reduzindo postos de trabalho pelo 23º mês consecutivo.
A confiança das empresas também arrefeceu, com o índice de expectativas para os próximos meses caindo de 57,8 para 55,1 (o menor patamar desde o final de 2022), refletindo preocupações com a demanda fraca e o ambiente econômico ainda instável na região.




