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Produção industrial da China supera expectativas em abril, mas consumo interno desacelera

Indústria mantém crescimento robusto apesar de tensões comerciais com os EUA, enquanto vendas no varejo ficam abaixo do esperado.

A economia chinesa demonstrou resiliência em abril de 2025, com a produção industrial crescendo 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, superando as expectativas do mercado. No entanto, o consumo interno apresentou sinais de enfraquecimento, com as vendas no varejo aumentando apenas 5,1%, abaixo das projeções dos analistas.

Segundo dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China nesta segunda-feira, o crescimento da produção industrial, embora inferior aos 7,7% registrados em março, ultrapassou a previsão de 5,5% feita por analistas consultados pela Reuters. Esse desempenho é atribuído, em parte, ao apoio fiscal antecipado do governo e a mudanças nos padrões comerciais globais decorrentes das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Por outro lado, as vendas no varejo, indicador-chave do consumo doméstico, cresceram 5,1% em abril, desacelerando em relação aos 5,9% de março e ficando aquém da expectativa de 5,5%. Economistas atribuem essa desaceleração ao impacto das tarifas dos EUA sobre as expectativas dos consumidores e à fraqueza da demanda interna.

No setor imobiliário, os preços das casas permaneceram estagnados, e os investimentos no setor continuaram a cair, refletindo a persistente fraqueza do mercado imobiliário. Apesar de uma trégua temporária de 90 dias nas tarifas entre Pequim e Washington, as incertezas comerciais continuam a pesar sobre a confiança dos consumidores e investidores.

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Em resposta aos desafios econômicos, as autoridades chinesas implementaram medidas de estímulo, incluindo cortes nas taxas de juros e suporte à liquidez, visando estabilizar o crescimento. No entanto, especialistas alertam que pressões deflacionárias, empréstimos bancários mais fracos e incertezas relacionadas às tarifas podem levar a uma desaceleração adicional nos próximos trimestres.

A taxa de desemprego urbano caiu ligeiramente para 5,1% em abril, ante 5,2% em março, indicando alguma estabilidade no mercado de trabalho. Ainda assim, o governo chinês enfrenta o desafio de impulsionar o consumo interno e sustentar o crescimento econômico diante de um ambiente externo volátil.

Com a meta de crescimento anual em torno de 5% para 2025, a China busca equilibrar medidas de estímulo com reformas estruturais para enfrentar os ventos contrários provenientes das tensões comerciais e da demanda interna enfraquecida.

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