O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, declarou nesta terça-feira, em audiência no Comitê Bancário do Senado, que o banco central dos Estados Unidos não tem pressa para reduzir a taxa de juros novamente. Powell citou a força da economia americana, com uma taxa de desemprego de 4% e uma inflação ainda acima da meta de 2%, como principais motivos para a cautela na política monetária.
“A economia está forte no geral e fez progressos significativos em direção às nossas metas nos últimos dois anos”, afirmou Powell. Ele acrescentou que, embora o desemprego esteja próximo do pleno emprego, a inflação permanece cerca de 0,5 ponto percentual acima da meta do Fed, o que justifica uma postura de cautela.

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Powell reiterou que o Fed precisa ser cuidadoso ao ajustar sua política monetária, alertando que uma redução rápida ou excessiva dos juros poderia comprometer os avanços no combate à inflação. Após manter a taxa de juros na faixa de 4,25% a 4,5% em janeiro, o presidente do Fed enfatizou que novos cortes dependerão de uma queda consistente na inflação e da estabilidade do mercado de trabalho.
As declarações de Powell também mencionaram, de forma indireta, os riscos econômicos advindos das novas políticas do governo de Donald Trump, como tarifas de importação e deportações de imigrantes. Embora Powell tenha evitado julgamentos diretos sobre as ações do governo, ele ressaltou que a política monetária está preparada para lidar com as incertezas.
O depoimento de Powell é parte de duas audiências no Congresso, com discussões importantes sobre as políticas do Executivo e seus potenciais impactos na economia. A expectativa dos mercados continua sendo de um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros em junho, mas os investidores já descartam outros movimentos significativos para o restante de 2025.





