O Magazine Luiza registrou lucro líquido de R$ 12,8 milhões no primeiro trimestre de 2025, queda de 54,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido ajustado, que exclui efeitos não recorrentes, também recuou, somando R$ 11,2 milhões, uma redução de 62,5%. Apesar da retração no resultado final, a companhia manteve sua trajetória de lucratividade pelo sexto trimestre consecutivo, impulsionada por ganhos operacionais, aumento do Ebitda e maior rentabilidade.
O Ebitda ajustado avançou 10,3%, alcançando R$ 758,8 milhões no trimestre, com margem de 8,1% um ganho de 0,7 ponto percentual na comparação anual. A margem bruta também teve expansão de 0,7 ponto percentual, atingindo 30,6%. Segundo a diretora de relações com investidores, Vanessa Rossini, o bom desempenho operacional compensou os impactos negativos da alta dos juros sobre as despesas financeiras e as vendas de categorias de maior valor.

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As vendas totais somaram R$ 16,1 bilhões, alta de 0,2% frente ao 1T24. As lojas físicas cresceram 6,2%, chegando a R$ 5 bilhões, enquanto o e-commerce recuou 2,3%, refletindo uma estratégia mais focada em margens. O marketplace, com vendas de R$ 4,6 bilhões, seguiu como canal relevante, embora com leve retração de 1,8%.
A operação do MagaluBank também se destacou, com volume total de transações (TPV) de R$ 24,5 bilhões e lucro de R$ 84 milhões na Luizacred, o braço financeiro da empresa. A inadimplência se manteve em níveis historicamente baixos, com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 16,8%.
Mesmo com a retração no lucro líquido, o Magazine Luiza reforçou seu compromisso com a rentabilidade, a geração de caixa e a consolidação do modelo multicanal como pilares de sua estratégia. A companhia encerrou o trimestre com R$ 6,7 bilhões em caixa e geração operacional acumulada de R$ 2,4 bilhões nos últimos 12 meses.





