A inflação da zona do euro permaneceu em 2,2% em abril de 2025, ligeiramente acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE). O índice ficou acima da previsão de 2,1%, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços dos serviços e alimentos não processados, que compensaram a queda nos custos de energia.
O núcleo da inflação, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, subiu de 2,4% para 2,7%, superando a expectativa de 2,5%. Esse aumento nos preços de serviços pode gerar preocupações no BCE, já que o banco central costuma dar grande importância à evolução desse indicador, que reflete pressões inflacionárias mais persistentes.

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Em um contexto de desaceleração econômica global, causado em parte pela guerra comercial liderada pelos Estados Unidos, o BCE pode se ver pressionado a agir, apesar das expectativas inflacionárias ainda se mantendo em torno da meta de 2% no longo prazo. Economistas apontam que existe uma chance de mais de 80% de que o banco central aplique outro corte nas taxas de juros já na reunião de junho, com a possibilidade de mais um corte até o final do ano, o que faria a taxa de depósito do BCE cair para 1,75% ou menos.
A guerra comercial em curso tem o potencial de impactar os preços na zona do euro, principalmente pela desaceleração do crescimento econômico e a redução dos investimentos. Além disso, o conflito pode enfraquecer ainda mais a economia global, pressionando os preços para baixo e contribuindo para uma possível desaceleração da inflação. O aumento da competitividade da Europa, com a valorização do euro, também poderia levar a uma redução dos custos das importações.
Embora os riscos de uma inflação mais alta no médio e longo prazo permaneçam limitados, devido ao ambiente de crescimento mais fragmentado e menor pressão sobre os preços de energia, o BCE está preparado para mais cortes em sua política monetária.




