A economia dos Estados Unidos gerou 139 mil empregos fora do setor agrícola em maio, número acima do esperado por analistas, que projetavam a criação de 130 mil vagas no período. Apesar de representar uma desaceleração frente às 147 mil vagas criadas em abril (dado revisado), o resultado reforça a resiliência do mercado de trabalho norte-americano em meio a um cenário de incertezas.
A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,2%, o que indica equilíbrio entre oferta e demanda de trabalho e mantém o mercado em patamar considerado saudável.

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A leve desaceleração no ritmo de contratações ocorre em meio às dúvidas sobre a política comercial dos Estados Unidos e ao impacto de tarifas que dificultam o planejamento das empresas. Ainda assim, setores como saúde, hospitalidade e lazer continuaram contratando, enquanto outros segmentos mostraram maior cautela.
Para os economistas, o ritmo mais moderado de criação de vagas pode levar o Federal Reserve a adiar cortes na taxa básica de juros. O banco central, que atualmente mantém os juros entre 4,25% e 4,50%, observa com atenção o mercado de trabalho como um dos principais termômetros para decisões futuras de política monetária.
A continuidade da estabilidade na taxa de desemprego, aliada à cautela das empresas na contratação, sugere que o Fed poderá manter a atual postura até o fim do ano, antes de retomar uma trajetória de flexibilização monetária.




