Crescimento robusto do comércio varejista gera expectativas de mudanças na política monetária

por Fadhila Amaral
12/04/2024

Dados divulgados pelo IBGE mostram avanço significativo no setor, levantando preocupações e expectativas sobre o ritmo de cortes de juros e o crescimento do PIB.

O comércio varejista brasileiro teve um início de ano promissor, registrando um crescimento robusto nos primeiros dois meses de 2024. Após uma expansão de 2,8% em janeiro, o volume de vendas avançou mais 1% em fevereiro, atingindo um novo patamar recorde, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (11).

 

Esses resultados surpreenderam os analistas, que esperavam uma queda mediana de 1,3%, e levaram os economistas a reavaliar suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano. No entanto, o forte desempenho do varejo também gerou preocupações em relação ao processo de desinflação no país e ao ritmo dos cortes de juros.

 

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Economistas como Helcio Takeda, da Pezco, apontam que o crescimento do varejo pode indicar uma probabilidade maior de um crescimento mais forte do PIB, levando a uma revisão das projeções de expansão da economia no primeiro trimestre e ao longo de 2024. No entanto, também levantam preocupações sobre o crescimento de segmentos do varejo mais atrelados ao crédito, o que pode sinalizar um estímulo adicional ao setor devido aos cortes promovidos pelo Banco Central na taxa Selic.

 

Além disso, a divulgação desses dados levou instituições financeiras, como o BTG Pactual e o Santander, a reavaliar suas projeções de crescimento do PIB e a considerar a possibilidade de desaceleração do ritmo de cortes da taxa Selic a partir de junho. O Banco C6, por exemplo, mencionou a percepção de menor espaço para o afrouxamento monetário e a chance de a autoridade monetária não atingir a taxa terminal de juros prevista para 2024.

 

O crescimento do varejo no primeiro bimestre de 2024 foi impulsionado pela expansão do crédito, pelo aumento da massa de salários em circulação na economia e pela redução de preços em itens como vestuário e eletrodomésticos, segundo Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE. O varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção, veículos e atacado alimentício, também registrou um crescimento significativo em fevereiro.

 

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