Confiança Empresarial no Brasil sofre primeira queda em nove meses, aponta FGV

por Fernanda Tegi do Prado
01/03/2024

Índice de Confiança Empresarial recua em fevereiro, refletindo perspectivas menos otimistas para a demanda nos próximos meses.

A Confiança Empresarial no Brasil registrou sua primeira queda em nove meses, conforme apontado pelo Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE. O índice recuou 0,7 ponto em fevereiro, atingindo 94,0 pontos, interrompendo uma sequência de altas que vinha se mantendo desde junho de 2023.

De acordo com análise do Superintendente de Estatísticas do FGV IBRE, Aloisio Campelo Jr., os índices de Situação Atual e de Expectativas Empresariais sinalizam uma tendência de aceleração nos setores mais cíclicos da economia brasileira em fevereiro. No entanto, há projeções menos otimistas para a evolução da demanda nos próximos três meses, especialmente nos segmentos do Comércio e de Serviços.

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) registrou uma queda de 2,2 pontos em fevereiro, refletindo uma piora nas perspectivas para a demanda no curto prazo. Enquanto o indicador de evolução da demanda recuou significativamente, houve um aumento no ímpeto de contratações, impulsionado pelo bom desempenho da Indústria.

 

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Na análise por setores, a confiança na Indústria se manteve estável após quatro meses em alta, enquanto os setores de Serviços e Comércio apresentaram que das de 1,5 e 1,0 ponto, respectivamente. Por outro lado, o Índice de Confiança da Construção avançou, alcançando 97,6 pontos e retomando a posição de maior confiança entre os quatro setores pesquisados.

A difusão da confiança empresarial mostrou um aumento em 51% dos 49 segmentos integrantes do ICE em fevereiro, porém com uma disseminação inferior à observada no mês anterior. Destaca-se o notável aumento da confiança no setor da Construção e a queda no setor de Serviços.

Esses dados refletem um cenário de cautela e expectativas variadas no ambiente empresarial brasileiro, com sinais de desaceleração em alguns setores-chave da economia, enquanto outros demonstram resiliência e otimismo para o ano de 2024.

 

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