O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do FGV IBRE registrou uma queda de 1,3 ponto em janeiro, fechando em 98,4 pontos, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas. Apesar do recuo, o índice apresentou avanço de 0,5 ponto em sua média móvel trimestral, atingindo 98,9 pontos.
A retração no índice revela uma crescente cautela dos empresários da indústria em relação ao futuro, como explicou o economista Stéfano Pacini, do FGV IBRE: “A confiança da indústria inicia o ano em queda refletindo cautela dos empresários quanto às expectativas futuras e desaceleração nos indicadores de presente. Apesar dos estoques seguirem em níveis satisfatórios, a percepção sobre a demanda é pior entre as categorias de uso. As expectativas reforçam a ideia de que o início de 2025 pode ser diferente, em ritmo mais fraco do que foi observado no ano anterior.”

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O cenário econômico também apresenta desafios adicionais para o setor industrial, como o aumento das taxas de juros e a desvalorização cambial, que podem impactar o crescimento observado no ano anterior. Em janeiro, 10 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela Sondagem Industrial relataram queda na confiança, refletindo uma relativa estabilidade nas avaliações da situação atual e uma piora nas expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu ligeiramente, 0,1 ponto, para 100,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,7 pontos, atingindo 95,9 pontos.
Esses números indicam que, embora o setor industrial ainda mantenha um desempenho satisfatório no curto prazo, há incertezas e desafios que podem influenciar negativamente o ritmo de crescimento ao longo de 2025.




