O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), registrou queda de 0,31% em março de 2025, revertendo a alta observada no mês anterior. Com esse resultado, a variação acumulada em 12 meses desacelerou para 6,55%, ante os 8,01% registrados em fevereiro. Em março de 2024, o índice havia mostrado alta de 1,06% no mês e queda acumulada de 4,49% em 12 meses.
Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, o recuo recente reflete principalmente a desaceleração em São Paulo e Porto Alegre, onde a dinâmica de mercado indica um reequilíbrio entre oferta e demanda, mesmo diante de um cenário macroeconômico de juros elevados e inflação em aceleração.

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Na análise por capitais, duas das quatro cidades monitoradas apresentaram queda mensal em março. São Paulo, que havia registrado alta de 2,83% em fevereiro, recuou 0,29% em março. Em Porto Alegre, o índice acentuou a trajetória de queda, passando de -2,35% para -5,30%. Já Belo Horizonte teve desaceleração, mas ainda apresentou variação positiva de 2,69%, frente aos 5,23% do mês anterior. O Rio de Janeiro foi a única capital a registrar aceleração, saltando de 2,61% para 5,18%.
No acumulado de 12 meses, Porto Alegre foi a capital com maior desaceleração, com a taxa interanual recuando de 10,40% em fevereiro para 6,77% em março. São Paulo e Belo Horizonte também apresentaram desaceleração, com variações de 5,05% e 7,72%, respectivamente. O Rio de Janeiro, por outro lado, foi na contramão, apresentando aceleração no acumulado de 12 meses, ao passar de 6,39% para 6,57%.
O resultado de março aponta para um possível esfriamento do mercado de locações residenciais, influenciado por movimentos regionais e pelo comportamento da oferta e demanda nos grandes centros urbanos.




